quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Criança da Morte

Autora: Júlia Lucena

Caminhando sem direção
Em volta a brilhante luz do sol
A garota parava, fitando o chão
Um estranho líquido vermelho
Pairava sobre a terra

Um denso rio de sangue
E montanhas de cadáveres
Montavam o cenário de terror
O ardor do inferno

Compreendeu-se enfim o que lá havia acontecido
Uma guerra sem destino
Sem falha para os dois lados
Carrasco da própria raça

A pequena garota ajoelhou-se 
Em prece
Firmando aquela loucura
Desejando paz as almas perdidas

Matando uns aos outros
Eis a ambição humana
Fazendo a própria lei da vida

Após a oração
Ela jogou as rosas sobre os corpos
Em uma dança pura e angelical
E em seu delicado rosto
Apenas o sorriso insano da morte

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Belo é simples



                  Qual é a verdadeira beleza? Somos frutos de uma geração a qual não sabe a verdadeira beleza em coisas simples, somos extremamente materialistas. Mesmo quem diz não ser, não pode esconder o que é. Porque os seres humanos são assim. As coisas simples e belas no dia-a-dia ninguém nota e só vivem correndo. A beleza de uma borboleta pousar delicadamente em uma flor, uma flor desabrochar, o sorriso inocente de uma criança, os pássaros cantado e voando entre as nuvens, um "obrigado" de alguém desconhecido, um amanhecer e um pôr-do-sol, o quente e paciente sol, a fria e delicada lua, a água molhando o corpo, o vento no cabelo, uma rosa, um beijo calmo, mas duradouro. Um "eu te amo", uma declaração, o olhar terno de uma avó dando biscoitos e bolos que fez com todo amor, um abraço de uma mãe, uma música suave ao vivo. 
                  O som do mar, o som da chuva tocando com força o chão, a chuva escorrendo pelo corpo mostrando que ela está ali. Um leve vermelho no rosto quando perto da pessoa que ama, as estrelas brilhando em uma noite sem nuvens, os desenhos criados pelas nuvens, um céu tão azul e limpo. A lua refletida no lago, o brilho da água com a luz. Um toque gentil, uma voz calma, o coração acelerado, cores em um cenário branco, arrumar a árvore de natal com a família. Quando pensamos isso, creio que a maioria, repensa na vida que leva.
                  Essas pequenas coisas esquecidas mudariam tudo, não é bem melhor viver assim do que viver com medo ou correndo atrasado? Talvez quando criança nós sabíamos disso.  Mas por vezes, o ser humano é tão egoísta que acaba destruindo a si próprio. As coisas simples são as melhores para se apreciar. São as que nunca serão esquecidas. Diga “Estou com saudades” para alguém que está longe, diga “Eu te amo” com todos os sentimentos. Se quiser chorar, chore, todos os sentimentos são preciosos, até os ruins, mostra que você está vivo.  O mundo é lindo, mas para quem conhece a verdadeira beleza. No final o que resta? Mesmo querendo ser diferente, todos os humanos são iguais.  Apenas desperte, e encontre o verdadeiro cenário dos sonhos.

Texto de: Júlia Lucena

terça-feira, 12 de julho de 2011

Luz da Lua



by: Júlia Lucena


Sentimentos que se envolvem na escuridão
Mente fixada no nada 
Mentiras que dançam do salão
Mundo Quebrado


Numa madrugada silenciosa
Apreciando o breve momento de paz
Até que a loucura invada os lugares
E ninguém note o que importa


Em um determinado comodo
Escuro e calmo
A pensar no proposito 
Para que vive


Uma luz tímida entra
Pela janela de vidro

Tão linda e singela 
A tocar a pele


Era uma linda lua 
Mostrando o frio e a beleza da noite
Sorrindo para os corações
E chorando para as perversões 



Naquele instante
A máscara que a garota usava
Despedaçou-se
Ao contemplar a beleza da noite

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma resposta pra mim mesma!! Talvez essa seja a resposta para todos...

A rosa floresce com nobreza 
e exala beleza... 
Seus espinhos unicos
Mecanismo de defesa
Tão bela e frágil
Não tem intenção de ferir
Apenas vive curto periodo
Alegrando os dias
com sua fragrância
Pura e singela
Todas somos rosas