quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Agonia
autora: Júlia Lucena
Meu coração acelera
Pare de bater
Eu imploro
A agonia toma conta de mim
Quanto tempo ainda irá durar?
Salve-me desse pesadelo
Por favor
A dor toma posse do meu corpo
Sinto-me caindo
Afundando mais nesse pesadelo
Nessa escuridão, nesse frio
A quanto tempo não vejo o sol?
Não lembro mais como ele é
Minha liberdade roubada
O quão é ruim sonhar
Quando se sabe que nem oportunidade terá?
O que tive é só passado
Me resta apenas a dor
Sempre que penso que vou morrer
A vida é tão injusta
Que nem a morte a mim foi concedida
O que fiz para merecer isso?
Número quatro da morte
Finalmente depois de tudo
Eu poderei descansar eternamente
Abraço a morte como uma criança perdida
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Chamas do Inferno
Autora: Júlia Lucena
Chamas ardendo, corpos por todo lado.
Que linda imagem posso ver.
Onde estou?
Olhei para os humanos que ali se encontrava
Quem lhe trouxe aqui?
ou melhor, O que?
O fogo se movia com mais beleza que possível
Os gritos eram altos
Estava vendo o inferno
É para eu cair no abismo?
Uma corda está presa a mim
Tento solta-la de imediato
O medo já me perseguia
Tremendo e temendo
Já não bastava minha vida infernal
Por que eu deveria ir ao inferno?
Senti uma força me empurrando para o abismo
Não, não era uma simples força
Era a minha que me empurrava
Eu mesmo estava me jogando
Para afogar-me em chamas
Pedia, implorava para mais uma chance
E finalmente me joguei do abismo
O susto e arrepio me fez acordar
"Aquilo foi estranho" pensei
Sim, de fato era um pesadelo
Sentei na cama
Os pés que tocavam o chão
Queimavam perigosamente
E então entendi
O inferno é na Terra
E eu estava nele desde que abri os olhos
Chamas ardendo, corpos por todo lado.
Que linda imagem posso ver.
Onde estou?
Olhei para os humanos que ali se encontrava
Quem lhe trouxe aqui?
ou melhor, O que?
O fogo se movia com mais beleza que possível
Os gritos eram altos
Estava vendo o inferno
É para eu cair no abismo?
Uma corda está presa a mim
Tento solta-la de imediato
O medo já me perseguia
Tremendo e temendo
Já não bastava minha vida infernal
Por que eu deveria ir ao inferno?
Senti uma força me empurrando para o abismo
Não, não era uma simples força
Era a minha que me empurrava
Eu mesmo estava me jogando
Para afogar-me em chamas
Pedia, implorava para mais uma chance
E finalmente me joguei do abismo
O susto e arrepio me fez acordar
"Aquilo foi estranho" pensei
Sim, de fato era um pesadelo
Sentei na cama
Os pés que tocavam o chão
Queimavam perigosamente
E então entendi
O inferno é na Terra
E eu estava nele desde que abri os olhos
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